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ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA

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Simone Nunes Pinto

Estratégia da saúde da famớlia

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<b><small>Dados Internacionais de Catalogaỗóo na Publicaỗóo (CIP) </small></b>

<small> Pinto, Simone Nunes </small>

<small> ISBN 978-85-8482-555-4</small>

<small> 1. Sẳde da família. 2. Política de sẳde. I. Título.</small>

<small>CDD 362.820981 – Londrina : Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. 200 p.</small>

<small>P659e Estratégia da sẳde da família / Simone Nunes Pinto.Distribuidora Educacional S.A.</small>

<small>PresidenteRodrigo Galindo</small>

<small>Vice-Presidente Acadờmico de GraduaỗóoMỏrio Ghio Jỳnior</small>

<small>Conselho Acadờmico Alberto S. SantanaAna Lucia Jankovic Barduchi</small>

<small>Camila Cardoso RotellaCristiane Lisandra DannaDanielly Nunes Andrade Noé</small>

<small>Emanuel SantanaGrasiele Aparecida LourenỗoLidiane Cristina Vivaldini OloPaulo Heraldo Costa do ValleThatiane Cristina dos Santos de Carvalho Ribeiro</small>

<small>Revisão TécnicaCarolina Belei SaldanhaJairo Fernando Pereira Linhares</small>

<small>EditorialAAdilson Braga FontesAndré Augusto de Andrade Ramos</small>

<small>Cristiane Lisandra DannaDiogo Ribeiro Garcia</small>

<small>Emanuel SantanaErick Silva GriepLidiane Cristina Vivaldini Olo</small>

<i><small>Editora e Distribuidora Educacional S.A.Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza</small></i>

<i><small>CEP: 86041-100 — Londrina — PRe-mail: </small></i>

<i><small>Homepage: class="text_page_counter">Trang 5</span><div class="page_container" data-page="5">

<b><small>Unidade 1 | Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small></b>

<small>Seỗóo 1.1 - Trajetúria da saỳde da famớlia no mundoSeỗóo 1.2 - Polớtica de atenỗóo bỏsica</small>

<small>Seỗóo 1.3 - Transiỗừes Seỗóo 1.4 - Campo de atuaỗóo</small>

<small>9 1929 39 </small>

<b><small>Unidade 2 | Cuidado em saỳde na ESF</small></b>

<small>Seỗóo 2.1 - Ciclos de vida </small>

<small>Seỗóo 2.2 - Doenỗas crụnicas nóo transmissớveis (DCNT)Seỗóo 2.3 - Hipertensóo e diabetes </small>

<small>Seỗóo 2.4 - Tuberculose e hanseníase</small>

<small>53 637385 </small>

<b><small>Unidade 3 | Estrutura organizacional da ESF</small></b>

<small>Seỗóo 3.1 - Saỳde da famớlia e UBS Seỗóo 3.2 - Equipe de saỳde da famớliaSeỗóo 3.3 - Nỳcleo de apoio saỳde da famớlia</small>

<small>Seỗóo 3.4 - Introduỗóo dos processos de trabalho em sẳde da família</small>

<small>101 113125137</small>

<b><small>Unidade 4 | Processo de trabalho e sistemas de informaỗừes na ESF</small></b>

<small>Seỗóo 4.1 - Planejamento estratộgico Seỗóo 4.2 - Acolhimento</small>

<small>Seỗóo 4.3 - Visita domiciliar</small>

<small>Seỗóo 4.4 - Coleta e registros de dados</small>

<small>153 165175187</small>

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Palavras do autor

Prezado aluno! Para que possamos dar continuidade aos conceitos já vistos relacionados à saúde coletiva, renovamos o convite para que, a partir de agora, possamos adentrar em uma das estratégias que vêm sendo implementadas com mais ênfase nos últimos anos pelo Ministério da Saúde brasileiro como forma de prover e promover o cuidado a partir da atenỗóo primỏria em saỳde, ou seja, a Estratộgia da sẳde da família. Estaremos abordando nesta disciplina o aprofundamento de conhecimentos relacionados às políticas de sẳde no Brasil e no mundo, as principais justificativas para a aposta nesta estratégia, os grupos prioritários para a garantia do cuidado em saúde, a organizaỗóo estrutural e do processo de trabalho neste nớvel de atenỗóo.

Vocờ jỏ observou profissionais de uniforme da prefeitura na porta das pessoas ou até mesmo entrando nas casas? Algumas vezes se deparou com algum profissional da área da saúde também fazendo isso? Tudo bem, você pode receber o agente comunitário de saúde com frequência em sua casa para falar sobre dengue ou pedir para ver a carteira de vacina dos seus irmãos pequenos, ou até saber que um médico do posto de saúde costuma ir na casa daquela senhora acamada que mora na rua de cima para consultá-la de vez em quando, pois ela não consegue andar. Pois entóo, estas e muitas outras aỗừes seróo apresentadas e debatidas nesta disciplina, iremos conhecer e compreender com mais detalhes o porque de cada uma dessas aỗừes e muitas outras que os profissionais que trabalham em uma Unidade Básica de Saúde desenvolvem no seu dia a dia.

Na Unidade 1, iremos estudar as Políticas públicas de sẳde que regem o trabalho da Estratégia sẳde da família no Brasil e o contexto mundial da atenỗóo primỏria. Na Unidade 2, conheceremos melhor como se dá o cuidado em saúde na ESF e suas atuaỗừes. Na Unidade 3, abordaremos o que ộ uma Unidade Básica de Saúde, sua estrutura organizacional, os conceitos do trabalho em equipe, bem como sua composiỗóo e o que sóo e como trabalham os Núcleos de Apoio à Saúde da Família. Na Unidade 4, aprenderemos com mais detalhes conteúdos fundamentais e próprios dos recursos e instrumentos que norteiam o trabalho em saỳde da famớlia.

Ao final desta apresentaỗóo, reforỗamos o convite para que explore ao máximo este conteúdo para que você possa aplicar estes conceitos na sua vida profissional e se motivar em fazer um bom trabalho para a saúde da nossa populaỗóo. Vamos comeỗar?

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Para facilitar a compreensão, nortearemos nosso estudo com o material oficial do Ministộrio da Saỳde que baliza a Atenỗóo bỏsica no Brasil, por meio da Polớtica Nacional de Atenỗóo Bỏsica (PNAB).

Na busca da relaỗóo s aỗừes e propostas de cuidado na atenỗóo bỏsica no Brasil, aprenderemos os principais fatores que justificam o crescente aumento dos investimentos de recursos financeiros no primeiro nớvel de atenỗóo, como as transiỗừes demogrỏfica, epidemiolúgica e nutricional que vêm ocorrendo em nosso país nas últimas décadas.

Para finalizar esta unidade, apresentaremos os conceitos relacionados ao campo de atuaỗóo em saỳde da famớlia, com conceitos de territúrio e territorializaỗóo, ỏrea adscrita, conceito de vulnerabilidades para o modelo de trabalho a ser realizado, bem como questões de violência e seus tipos, prevenỗóo de violờncia e promoỗóo da cultura de paz na comunidade.

Agora que vocờ jỏ estỏ comeỗando a se familiarizar com o assunto e conhecendo algumas terminologias utilizadas frequentemente no cotidiano dos profissionais que trabalham na Estratégia da saúde da família em uma Unidade Básica de Sẳde, vamos pensar na seguinte situaỗóo hipotộtica: Dona Clara ộ

Convite ao estudo

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

uma senhora que dedicou a vida inteira aos afazeres domésticos e à educaỗóo dos filhos, enquanto seu marido, Sr. Clỏudio, trabalhava em uma empresa para prover o sustento da família. Cláudio perdeu o emprego há 7 meses, o que fez a renda da família cair drasticamente, além de perderem o convênio de saúde da empresa. Resolveram então se mudar para uma cidade pequena do interior, onde os custos de vida seriam mais baixos.

Nesta unidade, você acompanhará a rotina do Dr. Francisco, médico veterinário e proprietário da clínica Quatro Patas, em cada seỗóo, Dr. Francisco enfrentarỏ uma nova situaỗóo-problema que deverỏ ser solucionada. O material disponível contribuirá para que você seja capaz de se colocar nessas situaỗừes e refletir sobre como conduzi-las e assim se preparar para a realidade do médico veterinário.

Bons estudos!

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Seỗóo 1.1

Trajetúria da saỳde da famớlia no mundo

Nesta seỗóo, daremos inớcio ao conteúdo que nos dará suporte para compreender o contexto histórico da sẳde da família, relacionando assim ao cenário mundial da atenỗóo primỏria e saỳde da famớlia no mundo.

Como proposto na Situaỗóo de Realidade, em que D. Clara se questiona se UBS é a mesma coisa que ela conhecia como Posto de Saúde há algumas décadas e vai para casa pensando sobre isso, em nossa reflexão para o estudo, rapidamente podemos, assim como D. Clara, também nos questionar: Porque se chama Estratégia sẳde da família? É a mesma coisa que Programa Saỳde da Famớlia (PSF)?

Vamos compreender ainda nesta seỗóo sobre essas terminologias utilizadas, seus significados e diferenỗas, assim como a origem da sẳde da família. Por que o Ministério da Saúde brasileiro aposta e investe nesta estratégia?

Depois de tantas perguntas, podemos nos confundir e imaginar que enquanto estudante da área da saúde podemos não saber as respostas para estes questionamentos e imagine para a populaỗóo de uma forma geral que, assim como D. Clara, pode não ter a mínima ideia do que tudo isso significa.

Por tudo isso, é muito importante termos estes conceitos muito bem claros, para podermos difundi-los para nossos amigos, vizinhos, parentes e familiares, a fim de que todos saibam seus direitos e deveres enquanto cidadãos, mas tambộm saibam o que cada serviỗo dispừe e qual procurar quando estiver numa situaỗóo ou outra.

Diỏlogo aberto

Nóo pode faltar

Ao longo dos tempos, muitos estudiosos, cientistas, intelectuais, políticos, profissionais da saúde e tantos outros tentaram e ainda tentam definir o termo saỳde. Historicamente, seu conceito sempre foi associado doenỗa, ou simplesmente a relaỗóo da saỳde como ausờncia de doenỗa.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Embora possamos encontrar diversas definiỗừes ao longo da histúria e na literatura científica, neste conteúdo iremos trabalhar com o conceito que nos baliza enquanto cidadãos brasileiros, segundo o artigo 196 da Constituiỗóo Federal da Repỳblica de 1988, que diz: Saỳde ộ direito de todos e dever do Estado, garantido mediante medidas sociais e econụmicas que visem a reduỗóo do risco de doenỗa e de outros agravos e ao acesso universal e igualitỏrio s aỗừes e serviỗos para sua promoỗóo, proteỗóo e recuperaỗóo.

Podemos aprofundar mais os estudos em: BRASIL. Constituiỗóo da Repỳblica Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Presidência da República, 1988. Disponível em: < Acesso em: 15 fev. 2015.

Pesquise mais

De uma forma simplificada de entender o propósito das profissões da saỳde, em todas o objeto de estudo e intervenỗóo dos profissionais é o homem, esteja este são ou doente, em seus aspectos biológicos, mentais e sociais.

Durante a maior parte da histúria, a atuaỗóo dos profissionais da saỳde possuiu um carỏter majoritariamente curativo, ou seja, a intervenỗóo para o homem só se dava no momento em que havia algum mal instalado e não na perspectiva de prevenir o surgimento de uma enfermidade. Desta forma, cada vez mais os sistemas públicos de saúde no mundo gastavam recursos financeiros de saúde em procedimentos muitas vezes caros que em algumas situaỗừes poderiam ter sido evitados atravộs de orientaỗóo ou intervenỗóo prộvia do mal instalado.

Embora desde a antiguidade ộ conhecido que algumas civilizaỗừes jỏ faziam uso de conceitos relacionados prevenỗóo de doenỗas, como, por exemplo, a fervura da água antes de beber. No entanto, no período contemporâneo, somente no século XX, este movimento de pensar antecipadamente, ou seja, prevenir uma aỗóo antes de seu desenvolvimento comeỗou a ser mais bem abordada nos sistemas de sẳde em nível mundial.

Nesta perspectiva, os sistemas de sẳde no mundo demonstravam sinais de dificuldade. No Canadá, o então ministro da sẳde, apresentou um relatório, denominado “Relatório Lalonde” em 1974, que resumidamente declara que nóo basta intervir na doenỗa, ộ necessỏria a intervenỗóo nos determinantes de adoecimento. Neste documento, o ministro defende um movimento pela promoỗóo da saỳde.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Trờs anos após o Relatório Lalonde no Canadá ter grande repercussão, em 1977, foi realizada a 30ª Assembleia Mundial de Sẳde, em Genebra, na Suớỗa, em evento realizado periodicamente pela Organizaỗóo Mundial de Saỳde (OMS) e que lanỗou o movimento Saỳde Para Todos no Ano 2000.

Como marco inicial dessa programaỗóo, em setembro de 1978 foi organizada pela OMS e UNICEF a Primeira Conferência Internacional Sobre Cuidados Primários à Saúde, na cidade de Alma-Ata, no Cazaquistão. Nesta conferência, os gestores, representantes de 134 paớses do mundo, propuseram diversas aỗừes a serem adotadas com o objetivo de desenvolver os cuidados de saúde primários, em especial nos paớses subdesenvolvidos. As aỗừes englobavam educaỗóo sanitỏria, prevenỗóo de endemias locais, vacinaỗóo contra graves doenỗas infecciosas, fornecimento de medicamentos essenciais, tratamento de doenỗas e lesừes corriqueiras, proteỗóo materno-infantil e planejamento familiar, aprovisionamento de ỏgua potỏvel e promoỗóo de boas práticas alimentares e nutricionais.

Um importante documento foi elaborado, a Declaraỗóo de Alma-Ata, que determinava a saỳde como direito humano fundamental e reiterava a meta a ser alcanỗada globalmente: Saúde para Todos no ano 2000. Nesta necessária conferência de saỳde, e marco fundamental para a evoluỗóo dos sistemas de saúde do mundo todo, ainda foram enaltecidas questões relacionadas aos determinantes sociais.

Nesta conferờncia, tambộm foi definido o conceito de Atenỗóo Primária à Saúde como modelo tecnoassitencial, como podemos entender melhor a seguir:

Atenỗóo essencial saỳde baseada em tecnologias e mộtodos práticos, cientificamente comprovados e socialmente aceitos, tornados universalmente acessíveis a indivíduos e famílias na comunidade, por meios aceitáveis para eles e a um custo que tanto a comunidade como o país possam arcar em cada estágio de seu desenvolvimento, um espớrito de autoconfianỗa e autodeterminaỗóo. ẫ parte integral do Sistema de Saỳde do paớs, do qual ộ funỗóo central, sendo o enfoque do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. É o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde, levando a atenỗóo saỳde o mais prúximo possớvel do local onde as pessoas vivem e trabalham, constituindo o primeiro elemento de um processo de atenỗóo continuada saỳde (OMS, 1978 apud STARFIELD, 2002, p. 31).

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<small>Políticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Alguns anos mais tarde, em 1986, ocorreu a Primeira Conferờncia Internacional sobre Promoỗóo da Saỳde, na cidade canadense de Otawa. Como produto final desta conferência, foi elaborado um documento, denominado Carta de Otawa, que defende a promoỗóo da saúde como fator primordial para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, e defende tambộm a capacitaỗóo da comunidade neste processo. ẫ importante ressaltar que promoỗóo da saỳde não é responsabilidade única e exclusiva do setor da saúde, mas de todos. Desta forma, são requisitos para a saúde: paz, moradia, educaỗóo, renda, alimentaỗóo, ecossistema estỏvel, justiỗa social e equidade.

A contextualizaỗóo destes eventos que ocorreram no mundo no final da década de 70 e 80 do século XX foi decisiva para reorientar os principais sistemas de saúde no mundo. O foco das polớticas pỳblicas deveria ser em aỗừes bỏsicas, de caráter preventivo, ou seja, o investimento prioritário deveria ser em um modelo que desse ờnfase aos cuidados em atenỗóo primỏria saỳde.

No Brasil, a Atenỗóo Primỏria Saỳde ộ o nível de contato prioritário dos indivíduos, da família e da comunidade com o Sistema nico de Saỳde. Suas aỗừes são desenvolvidas nas Unidades Básicas de Saúde.

O recente investimento de vỏrios paớses do mundo em crescentes aỗừes de atenỗóo primỏria, possibilitou o desenvolvimento de programas e estratégias que procuram estabelecer critérios a serem analisados, a fim de modificar uma realidade local, como, o alto índice de mortalidade infantil em Serra Leoa, país do continente africano ou a alta incidência de dengue no Brasil nos últimos anos. A estes índices denominamos o termo, indicadores, e estes indicadores, após analisados, deverão servir para a implantaỗóo e implementaỗóo de estratộgias e aỗừes que possam ser realizadas com o objetivo de mudar uma realidade local.

Alguns países como Austrália, Canadá, Inglaterra, Cuba, Costa Rica, Espanha, Suécia e o próprio Brasil, vêm investindo seus recursos com ờnfase na atenỗóo primỏria saỳde em um modelo pautado em sẳde da família. Há variáveis em cada sistema, e isto é perfeitamente compreensível, uma vez que cada um desses pses tem necessidades de sẳde diferentes, com realidades distintas entre cada populaỗóo, o que faz com que um paớs possa precisar dar mais ờnfase a um determinado tipo de aỗóo do que outro daria naquela mesma situaỗóo.

No Brasil, ộ necessỏrio ressaltar que temos um Sistema de Saúde, o SUS, que é universal, integral e equânime a partir de 1988, portanto é um sistema jovem em constante crescimento. No entanto, já nos primeiros anos de SUS foi dado um

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

grande passo para atenỗóo primỏria saỳde no paớs, com a criaỗóo, em 1991, do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) pelo Ministério da Saúde. Este programa foi proposto a partir de pequenas experiências em diversos locais do Brasil, principalmente a experiência do estado do Ceará.

A partir do PACS, foi pautado a iminente possibilidade de ampliaỗóo deste programa com a inclusóo de outros profissionais da saúde, em um trabalho que pudesse ser mais organizado e resolutivo. Foi então criado em 1994 o Programa Sẳde da Família (PSF). Havia experiências muito bem-sucedidas em alguns municípios que tentavam aos poucos melhorar o acesso à saỳde de sua populaỗóo, como Campinas - SP, Niterúi - RJ, Bauru - SP, Londrina - PR e Montes Claros - MG e o Grupo Hospitalar Conceiỗóo em Porto Alegre - GHC. Estes modelos possibilitaram a sua populaỗóo maior acesso saỳde a partir da atenỗóo bỏsica como modelo substitutivo ao modelo hospitalocêntrico.

O que é um modelo médico centrado? E hospitalocờntrico? A atenỗóo bỏsica difere desses modelos de que forma?

Embora o PSF seja denominado como um programa, ele sempre foi considerado pelo Ministério da Saúde uma importante estratégia, que tem a proposta de reorganizaỗóo da atenỗóo primỏria no paớs, trabalhar com territórios delimitados e enfrentar e resolver problemas identificados.

Para tanto, no final de 2000, o Ministério da Saúde amplia o escopo de aỗừes a serem desenvolvidas no programa e a denominaỗóo passa a ser Estratộgia Saỳde da Famớlia (ESF).

Podemos aprofundar mais os estudos em: STARFIELD, B. Atenỗóo primỏria: equilớbrio entre necessidades de saỳde, serviỗos e tecnologia. Brasớlia: UNESCO/Ministộrio da Sẳde, 2002.

MINISTÉRIO DA SẲDE. Memórias da sẳde da família no Brasil. Brasília: Ministério da Sẳde, 2010. 146 p. Disponível em:< Acesso em: 20 fev. 2016.

Pesquise mais

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Faỗa vocờ mesmo

Busque no site da prefeitura do seu município a Unidade Básica mais próxima de sua casa e procure descobrir se lá o modelo de trabalho do serviỗo ộ regido pela Estratộgia Saỳde da Família. Se você já souber a resposta, compartilhe seu conhecimento com seus colegas.

Vamos retornar no caso da dúvida da D. Clara?

No início da sessão, quando D. Clara passou em frente ao serviỗo de saỳde e ficou em dỳvida, se questionando se o Posto de Saúde que ela conhecia há dộcadas ộ o mesmo serviỗo que ela viu escrito na placa como Unidade Básica de Saúde, sabemos agora que se trata do mesmo serviỗo, mas que a terminologia padronizada atualmente pelo Ministério da Saúde brasileiro é Unidade Básica de Saúde.

Pelo que estava escrito na placa da UBS, também já podemos concluir que a Unidade Básica de Saúde Laranjeiras I da cidade que D. Clara reside funciona no modelo que apresentamos logo acima, denominado Estratégia Sẳde da Família, ou seja, ộ uma unidade que trabalha no nớvel de atenỗóo primỏria, realizando aỗừes consideradas bỏsicas.

ẫ importante enfatizar que uma UBS nos dias atuais possui um amplo “cardápio de ofertas” que o posto de sẳde de outrora não possa. Complementar a isso, reforỗamos que uma Unidade Bỏsica de Saỳde pode trabalhar de duas formas distintas, ou seja, em um modelo de atenỗóo básica tradicional, que trabalha a livre demanda, ou no modelo da Estratégia Sẳde da Família com várias peculiaridades próprias e processos de trabalho distintos entre si.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Avanỗando na prỏtica

Descriỗóo da situaỗóo-problema

Mais mộdicos para o brasil

No ano de 2013, O Ministộrio da Saỳde lanỗou o programa "Mais Mộdicos Para o Brasil”, com objetivo de ampliar o acesso à saúde para a populaỗóo brasileira.

Como aprendemos, existem outros paớses no mundo que tambộm investem suas aỗừes em atenỗóo primỏria saỳde para sua populaỗóo em modelos similares Estratộgia Saỳde da Famớlia do Brasil.

Você já ouviu falar do programa “Mais Médicos Para o Brasil”? Você sabia que este tipo de programa existe, também, em outros países e que no Brasil ele está relacionado diretamente com a Estratégia Sẳde da Família?

Afinal, para que serve este programa?Resoluỗóo da situaỗóo-problema

Na carreira de medicina no Brasil, ainda é escassa a quantidade de profissionais que se interessam em trabalhar na Estratégia Sẳde da Família.

O médico de família e comunidade é um profissional capaz de atender, de maneira qualificada, às necessidades de todos os membros que compừe uma famớlia, desde o bebờ, a crianỗa, a gestante, o adulto e o idoso, assim como da comunidade a que atende, seja no consultório dentro da UBS ou nas adjacências, ou seja, no território em que a unidade está localizada. O médico e todos os profissionais que atuam em saỳde da famớlia precisam ter uma atuaỗóo generalista.

Embora o programa "Mais Médicos para o Brasil” tenha em uma de suas aỗừes, trazer mộdicos formados em outros paớses, brasileiros ou nóo, para trabalhar por tempo determinado na atenỗóo primỏria, em especial em regiões com dificuldade de vincular profissionais médicos e assim aumentar o acesso da populaỗóo aos cuidados destes profissionais, ele também tem outros objetivos, como, por exemplo: ampliar o número de vagas em curso de Medicina e de criaỗóo de novas Escolas Mộdicas Pỳblicas e Privadas, assim como garantir que os novos médicos se formem para atuar nesse modelo.

É importante lembrar que todos os profissionais da saúde que forem trabalhar na Estratégia Sẳde da Família deverão atuar em todos os ciclos de vida.

Lembre-se

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<small>Políticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Faỗa valer a pena

<b>1. O estabelecimento de saúde preconizado pelo Ministério da Saúde do </b>

Brasil para atender s demandas de saỳde relacionadas atenỗóo primỏria saỳde oferta suas aỗừes em:

<b>2. A forma de trabalho a ser desenvolvida por um profissional que atuará na </b>

Estratégia Saúde da Famớlia deverỏ ser com carỏter prioritỏrio relacionado /aos:

a) Promoỗóo da saỳde e prevenỗóo de doenỗas, reabilitaỗóo fớsica e tratamento especializado, primeiros socorros.

b) Promoỗóo da saỳde, prevenỗóo de doenỗas e educaỗóo em saỳde.c) Prevenỗóo de doenỗas e tratamento especializado e primeiros socorros.d) Promoỗóo da saỳde e tratamento especializado e educaỗóo em saỳde.e) Primeiros socorros e reabilitaỗóo fớsica.

<b>3. A ..., que defende a promoỗóo da saỳde como fator primordial </b>

para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, e defende também a capacitaỗóo da comunidade neste processo, foi um documento resultado da ..., no ano de ... realizada ... .

a) Carta de Otawa; Primeira Conferờncia Internacional Sobre Promoỗóo da Saỳde; 1986; no Canadỏ.

Faỗa vocờ mesmo

Pesquise no site disponớvel em: < Acesso em: 14 nov. 2016 e descubra se na sua cidade existem profissionais integrantes do Mais Médicos e quais são. Você também pode conversar com o gerente da UBS mais próxima da sua casa e saber se lá tem um Médico do programa e perguntar a sua opinião sobre o trabalho deste profissional. Vamos lỏ!

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

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Seỗóo 1.2

Polớtica de atenỗóo bỏsica

Nesta sessóo, vamos entender os princớpios e diretrizes que fundamentam a Polớtica de Atenỗóo Bỏsica, as mudanỗas que ocorreram na Polớtica Nacional de Atenỗóo Bỏsica, conhecida como PNAB, para expandir e reorganizar os cuidados e assistência à saúde pelos profissionais que compõem a Estratégia de Saúde da Famớlia.

Como proposto na Situaỗóo da Realidade, Dona Clara, moradora nova no território, recebeu a visita em sua casa de uma Agente Comunitária de Saúde (ACS) para cadastramento de sua família, e ficou com dúvidas: faz parte do trabalho das ACS ir nas casas para fazer este tal cadastramento? Ele ộ realizado com toda vizinhanỗa? Para que servem todas estas informaỗừes?

Reflita sobre os questionamentos de Dona Clara, para responder sobre o objetivo do cadastramento, como este é realizado e outras dúvidas. Vamos, também, estudar como ela está organizada, qual a infraestrutura disponớvel e o funcionamento da atenỗóo bỏsica, quais as atribuiỗừes comuns dos profissionais que compừem a atenỗóo básica e as suas peculiaridades do trabalho.

Assim como Dona Clara, poderemos esclarecer outras dúvidas a respeito de como está estruturada a atenỗóo bỏsica e como cidadóos e ainda, futuros profissionais de saỳde, podem participar e utilizar a rede de serviỗos disponíveis para uma melhor assistência em sẳde.

Diálogo aberto

Não pode faltar

Para iniciarmos a apresentaỗóo sobre a Polớtica de Atenỗóo Bỏsica, vamos primeiramente entender o conceito de atenỗóo bỏsica.

A atenỗóo bỏsica ộ conceituada na Polớtica Nacional de Atenỗóo Bỏsica (PNAB), como um conjunto de aỗừes individuais e coletivas que vóo desde a promoỗóo e

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

proteỗóo saỳde, a prevenỗóo e reduỗóo de danos, o diagnústico, tratamento, reabilitaỗóo, por meio de prỏticas e cuidados em saỳde que ofereỗam atenỗóo integral e que reflitam em melhores condiỗừes de saỳde e de vida da coletividade.

Entendendo a saúde como dependente dos condicionantes sociais, as práticas em saúde são planejadas e oferecidas partindo das necessidades locais, com a participaỗóo e apoio da populaỗóo na resoluỗóo dos problemas identificados nos territúrios. Portanto, as aỗừes e prỏticas devem estar mais próximas da vida das pessoas, e ainda, a atenỗóo bỏsica deve ser, preferencialmente, o primeiro contato das famớlias aos serviỗos de saỳde.

Princớpios da atenỗóo bỏsica

Estỏ orientada pelos princípios do Sistema Único de Sẳde (SUS), universalidade, equidade, integralidade, controle social e hierarquizaỗóo. Desta forma, deve assegurar o direito saỳde de todos os cidadóos, sem distinỗóo, segundo suas necessidades em todos os nớveis de atenỗóo, com a participaỗóo da comunidade e o mais prúximo possớvel do local onde as famílias vivem.

Está estruturada segundo princípios próprios, como: a universalidade, a acessibilidade, o vínculo, a continuidade, a integralidade do cuidado, a coordenaỗóo e responsabilizaỗóo pelo territúrio e famớlias adscritas e humanizaỗóo dos cuidados.

A atenỗóo bỏsica deve planejar, orientar suas aỗừes segundo necessidades locais, as particularidades individuais, considerando o contexto sociocultural em que vivem os sujeitos e suas famílias, de maneira a proporcionar uma atenỗóo integral e melhora nas condiỗừes de vida da coletividade, respeitando a autonomia dos indivíduos e estimulando a participaỗóo social.

Como assegurar a acessibilidade, o vớnculo, a continuidade do cuidado, a integralidade da atenỗóo, e a proximidade da atenỗóo junto s famớlias e comunidade, tendo o modelo tradicional da atenỗóo bỏsica, com assistờncia restrita na unidade, atendendo apenas à demanda espontânea? Para possibilitar que estes princípios sejam alcanỗados, a Polớtica Nacional de Atenỗóo Bỏsica tem a sẳde da família como estratégia para possibilitar práticas e cuidados desenvolvidos em equipe multiprofissional, vinculados aos territórios e famílias que lỏ residem.

Reflita

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

2. Proporcionar o acesso a serviỗos de saỳde de qualidade e resolutivos, tendo a atenỗóo bỏsica como a porta de entrada preferencial aos serviỗos de saỳde, acolhendo os usuỏrios, promovendo a vinculaỗóo, cuidados contớnuos e a responsabilizaỗóo compartilhada pela atenỗóo s suas necessidades de saỳde. Desta forma, os serviỗos devem se organizar para acolher e resolver a maioria dos problemas de sẳde e, quando não for possível, encaminhar e acompanhar para outros nớveis de atenỗóo.

3. Possibilitar o desenvolvimento do vớnculo e responsabilizaỗóo entre as equipes e famớlias adscritas, de maneira a assegurar a continuidade das aỗừes e cuidados em saỳde.

4. Estimular a participaỗóo dos usuỏrios, de maneira a aumentar a autonomia e desenvolver a capacidade de cuidar de sua sẳde, bem como da sẳde da coletividade do território, através do enfrentamento dos determinantes e condicionantes de saỳde, na organizaỗóo e orientaỗóo dos serviỗos de saỳde, tendo como foco os cuidados ao usuỏrio e a participaỗóo social.

5. Coordenar a integralidade, integrando livre demanda e aỗừes programỏticas, ou seja, tendo horỏrios livres para atendimentos da populaỗóo sem agendamento prộvio, com consultas agendadas, visitas domiciliares e outras aỗừes, articulando aỗừes de educaỗóo, promoỗóo e prevenỗóo a agravos, de vigilõncia em saỳde, de diagnústico, tratamento e reabilitaỗóo, fazendo uso de diversas tecnologias de cuidado e gestão, por meio de um trabalho em equipe multiprofissional e interdisciplinar; realizando a gestão do cuidado integral do usuỏrio e coordenando-o no conjunto da rede de atenỗóo.

A Atenỗóo Bỏsica tem na saỳde da famớlia sua estratộgia prioritỏria para expansóo do acesso saỳde, com atenỗóo centrada na sẳde da família, próxima do contexto social onde vive, desenvolvendo atenỗóo integral e vớnculo com as famớlias, acompanhando a saỳde e se responsabilizando pelos cuidados e assistência às famílias e ao territúrio.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Para assegurar a atenỗóo integral, os serviỗos estóo organizados em Redes de Atenỗóo Saỳde (RAS), de maneira a promover a atenỗóo e cuidados de forma contớnua, integral, de qualidade, responsável, humanizada, assegurando os princípios e diretrizes do SUS. As RAS constituem-se de serviỗos de saỳde com diferentes configuraỗừes tecnolúgicas e estão articuladas de forma complementar e com base territorial.

A atenỗóo bỏsica deve ser a principal porta de entrada do usuário no SUS, deve coordenar o caminhar dos usuỏrios pelos outros pontos da rede de atenỗóo, quando suas necessidades nóo puderem ser atendidas.

Quando o usuỏrio necessitar de serviỗos que não estão disponíveis na Unidade Básica de Sẳde, como um exame diagnóstico realizado apenas em unidades especializadas, ou ainda, de tratamentos realizados em hospitais, deve ser realizada a referência, ou seja, os profissionais da Estratégia Sẳde da Família deverão encaminhar os usuỏrios a outros pontos da rede de atenỗóo e fazer a contrarreferência, que é o recebimento das orientaỗừes de maneira a permitir a continuidade na atenỗóo e a manutenỗóo do vớnculo.

Funỗóo da atenỗóo bỏsica na rede de atenỗóo saỳde

1. Deve servir como base, ser o serviỗo de saỳde mais prúximo da populaỗóo para assegurar a descentralizaỗóo e o atendimento das necessidades das famớlias e do território.

2. Ser resolutiva, uma vez identificadas as necessidades e problemas de saúde na coletividade, articula-se diferentes tecnologias e cuidados aos indivớduos com intervenỗừes clớnicas e sanitỏrias efetivas.

3. Coordenar o cuidado, atravộs da elaboraỗóo, acompanhamento e gerenciamento de projetos terapờuticos. E ainda, acompanhamento e organizaỗóo do fluxo dos usuỏrios entre os pontos de atenỗóo das RAS.

4. Ordenar as redes, segundo as necessidades da populaỗóo em relaỗóo aos outros pontos da rede, de forma que a programaỗóo dos serviỗos de saúde esteja centrada nas necessidades de saúde dos usuários.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Infraestrutura e funcionamento da atenỗóo bỏsica

Para seu funcionamento, a Atenỗóo Básica conta com Unidades Básicas de Saúde (UBS), as quais devem estar cadastradas no sistema de cadastro nacional, possuir infraestrutura, equipamentos e estoque dos insumos necessários para o seu funcionamento e, ainda, recomenda-se que possuam conselhos/colegiados, compostos de gestores locais, profissionais de saỳde e usuỏrios, viabilizando a participaỗóo social em sua gestão.

As equipes multiprofissionais devem ser compostas por médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, auxiliar ou técnico em saúde bucal, auxiliar ou técnico de enfermagem e Agente Comunitário de Saúde (ACS), entre outros profissionais em funỗóo da realidade epidemiolúgica e das necessidades de saỳde da populaỗóo.

Atribuiỗừes e processo de trabalho das equipes da atenỗóo bỏsica

ã Participar do mapeamento e territorializaỗóo da ỏrea vinculada à equipe, identificando riscos, famílias e grupos vulneráveis.

• Realizar o cadastro das famớlias, mantendo atualizado o sistema de informaỗóo e utilizar, sistematicamente, as informaỗừes para o diagnústico da situaỗóo de saỳde, levando em consideraỗóo caracterớsticas socioeconụmicas, culturais e epidemiolúgicas do territúrio, elegendo situaỗừes que devam ser monitoradas no planejamento local.

• Realizar os cuidados e assistência na UBS, no domicílio e em aỗừes desenvolvidas em outros espaỗos da comunidade (escolas, creches, instituiỗừes).

ã Garantir a integralidade na atenỗóo, acolhendo e realizando atendimento da livre demanda, aỗừes programỏticas, coletivas e de vigilõncia à sẳde.

• Oferecer acolhimento dos usrios através de escuta qualificada, identificando na avaliaỗóo as necessidades de intervenỗừes, por meio de atendimento humanizado, desenvolvendo o vínculo e a responsabilidade pela continuidade da atenỗóo.

ã Realizar busca ativa de casos de doenỗas e agravos de notificaỗóo compulsúria e de outros agravos e situaỗừes de importõncia local.

ã Responsabilizar-se pela coordenaỗóo do cuidado da populaỗóo adscrita, mesmo em outros pontos de atenỗóo do sistema de sẳde.

• Realizar discussões de casos em equipe para o planejamento e avaliaỗóo conjunta das aỗừes, promovendo trabalho interdisciplinar e em equipe.

ã Acompanhar e avaliar a efetividade das aỗừes implantadas, readequando o processo de trabalho.

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<small>Polớticas de atenỗóo básica da ESF</small>

Sem medo de errar

• Assegurar a qualidade de registro das atividades, dados no Sistema de Informaỗóo na Atenỗóo Bỏsica (SIAB).

ã Promover aỗừes de educaỗóo em saỳde junto populaỗóo adscrita.ã As equipes devem participar de atividades de educaỗóo permanente.

ã Promover a mobilizaỗóo e a participaỗóo da populaỗóo afim de efetivar o controle social.

ã Identificar recursos e instituiỗừes presentes no territúrio, realizar parcerias para organizar aỗừes intersetoriais, conforme as prioridades locais.

Podemos aprofundar mais os estudos em:

BRASIL. Ministério da Saỳde. Polớtica Nacional de Atenỗóo Bỏsica. Brasớlia: Ministộrio da Saỳde, 2012. (Sộrie E. Legislaỗóo em Saỳde). Disponớvel em: < Acesso em: 19 mar. 2016.

BRASIL. Ministộrio da Saỳde. Secretaria de Atenỗóo Saỳde. Departamento de Atenỗóo Bỏsica. Polớtica nacional de atenỗóo básica. Ministério da Sẳde. Brasília: Ministério da Sẳde, 2006. Disponível em: < Acesso em: 19 mar. 2016.

Pesquise mais

Vamos retomar a dỳvida de Dona Clara?

Vimos, no inớcio da seỗóo, que Dona Clara, ao receber a visita de uma Agente Comunitária de Sẳde em seu domicílio para cadastramento de sua família, ficou com dúvidas quanto ao objetivo do cadastramento, como este era realizado e se era realizado com toda a vizinhanỗa.

Pudemos entender que a atenỗóo bỏsica estỏ fundamentada no trabalho em territórios e famílias adscritas e, portanto, o cadastramento dos indivíduos e famílias que residem no território é de fundamental importância para o conhecimento das condiỗừes sociais, econụmicas, culturais, identificaỗóo de risco e vulnerabilidade das mesmas, auxiliando no planejamento de práticas e cuidados não apenas com as famílias, mas com a coletividade. Para isto, são realizadas visitas para o

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Todas as famớlias residentes no território devem estar cadastradas na UBS.

O cadastro das famílias é realizado pelos Agentes Comunitários de Sẳde, os dados coletados sóo preenchidos e posteriormente lanỗados no Sistema de Informaỗóo de Atenỗóo Bỏsica (SIAB) e sóo de fundamental importõncia para o diagnústico da situaỗóo de saỳde, planejamento e gerenciamento de aỗừes.

Atuaỗóo das equipes de saỳde da famớliaDescriỗóo da situaỗóo-problema

A Polớtica Nacional da Atenỗóo Bỏsica, publicada em 2006, tem a Saỳde da Famớlia como estratộgia prioritỏria para a organizaỗóo e ampliaỗóo da Atenỗóo Bỏsica. Em funỗóo disto, tờm sido implantadas equipes de Sẳde da Família nas UBS.

Uma Unidade Básica de Sẳde está implantando a Estratégia de Sẳde da Família, considerando a atuaỗóo, a extensóo e o nỳmero de famớlias residentes no territúrio. Vamos pesquisar e discutir, qual a atuaỗóo da Estratégia de Sẳde da Família e quantas pessoas cada equipe de Sẳde da Família tem sob sua responsabilidade?

A Equipe de Sẳde da Família é multiprofissional e o trabalho é desenvolvido em determinado territúrio junto s famớlias adscritas.

Resoluỗóo da situaỗóo-problema

Segundo a PNAB, a Estratégia Sẳde da Família deve substituir o modelo tradicional da atenỗóo bỏsica, atuando no territúrio a ela vinculado, realizando o cadastro das famílias, o diagnóstico situacional, planejando e executando aỗừes

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Faỗa valer a pena

<b>1. Quais os princớpios prúprios da Atenỗóo Bỏsica?</b>

a) ( ) Integralidade, universalidade e equidade.b) ( ) Controle social, integralidade e hierarquizaỗóo.c) ( ) Coordenaỗóo, responsabilizaỗóo e humanizaỗóo.d) ( ) Controle social, humanizaỗóo e acessibilidade.e) ( ) Vớnculo, universalidade e equidade.

<b>2. Qual a funỗóo da atenỗóo bỏsica nas redes de atenỗóo saỳde? Leia as </b>

afirmativas e assinale a alternativa correta:

1. Coordenar o cuidado, atravộs da elaboraỗóo, acompanhamento e gerenciamento de projetos terapêuticos.

que reduzam ou eliminem os problemas de sẳde presentes no território, cuidando dos indivíduos e suas famílias ao longo do tempo com uma atitude proativa frente aos problemas de saỳde da populaỗóo.

As atividades devem ser planejadas e programadas, partindo das necessidades da família e comunidade observadas no diagnústico situacional. Deve buscar apoio intersetorial, estabelecendo parcerias com instituiỗừes e organizaỗừes sociais existentes em sua ỏrea de abrangờncia. E suas aỗừes devem, ainda, estimular o desenvolvimento da cidadania.

Para realizar a distribuiỗóo das famớlias por equipe, o territúrio ộ dividido em microáreas e cada equipe deve ser responsável por, no mỏximo, 4.000 pessoas, porộm considerando as atribuiỗừes e o grau de vulnerabilidade das famílias do território, recomenda-se uma média de 3.000 pessoas, pois quanto maior a vulnerabilidade, menor deve ser a quantidade de pessoas por equipe.

Faỗa vocờ mesmo

Discuta como ộ a atuaỗóo da Estratộgia de Saỳde da Famớlia para populaỗừes ribeirinha, fluviais e consultúrio de rua. Para isto, vocờ deverá pesquisar no site disponível em: < e na PNAB < p. 62. Acesso em: 14 nov. 2016.Agora é sua vez!

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

<b>3. Como estỏ organizada a atenỗóo bỏsica para assegurar a integralidade </b>

e continuidade no cuidado? Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

( ) Ter território adscrito.

( ) Possuir equipes de sẳde da família responsáveis pelos cuidados de sẳde do território e de famílias adscritas.

( ) Organizada para atender apenas à demanda espontânea. a) ( ) F, V, F.

b) ( ) V, V, F.c) ( ) F, F, F.d) ( ) V, V, V.e) ( ) F,F,V.

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<small>Políticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Como vimos na Situaỗóo da Realidade apresentada, Dona Clara é uma senhora que dedicou a vida inteira aos afazeres domộsticos e educaỗóo dos filhos. Seu marido ficou desempregado há sete meses e, por isso, acabaram se mudando para uma cidade pequena onde o custo de vida ộ mais baixo.

Nesta seỗóo, veremos que, ao se mudar, Dona Clara fez amizade com Dona Julia, sua vizinha. Certo dia, foram até a UBS onde são cadastradas para que Dona Julia retirasse sua medicaỗóo para o controle do colesterol e foram convidadas a participar de uma oficina que será realizada sobre Alimentaỗóo saudỏvel. A respeito das mudanỗas nos padrừes alimentares e no modo de vida da sociedade, como futuros profissionais da saúde, de que maneira podemos atuar para minimizar os agravos e promover melhor qualidade de vida populaỗóo?

Vamos estudar o conceito e o impacto das transiỗừes na saỳde e nos cuidados adotados pela Estratégia de Sẳde da Família. Compreenderemos, ainda, nesta seỗóo, o conceito das transiỗừes demogrỏficas, epidemiolúgicas e nutricionais, seus impactos na saỳde da populaỗóo e ainda de que forma a atenỗóo bỏsica por meio da Estratộgia de Sẳde da Família atua para minimizar os riscos decorrentes destas mudanỗas.

Diỏlogo aberto

Nóo pode faltar

Inicialmente vamos entender o conceito de transiỗóo demogrỏfica, que ộ a mudanỗa de um contexto populacional com elevada frequência de óbitos e nascimentos na populaỗóo, para uma reduỗóo na frequờncia, tanto de mortes quanto de nascimentos.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

No Brasil, o processo de transiỗóo demogrỏfica teve inớcio na dộcada de 40, quando se observou reduỗóo na mortalidade causada por doenỗas infecciosas e parasitỏrias, em funỗóo das medidas de prevenỗóo adotadas. Esta reduỗóo proporcionou um aumento na longevidade e expectativa de vida da populaỗóo.

Observamos ainda uma queda na fecundidade, reduzindo em 30 anos, cerca de 50%, a taxa de fecundidade, uma vez que em 1960 a média de filhos era de 6,3 por mulher, enquanto em 1990 a média foi de menos de trờs filhos por mulher. Esta reduỗóo na fecundidade tem relaỗóo com a efetividade de mộtodos de planejamento familiar, o que reduziu a populaỗóo de jovens e crianỗas, modificando a estrutura etỏria da populaỗóo.

O fato de termos tido uma reduỗóo na mortalidade, fez com que as pessoas vivessem mais, aumentando a populaỗóo de idosos e sua expectativa de vida. Este aumento na populaỗóo idosa favorece o adoecimento e a mortalidade por doenỗas crụnicas e degenerativas.

Ao analisar as pirâmides populacionais, podemos observar que o efeito da reduỗóo da natalidade e da mortalidade modificou a estrutura da populaỗóo em relaỗóo idade e ao sexo, o formato triangular, com base alargada, que prevalecia entre 1900 e 1950, foi sendo substituớdo por pirõmides populacionais caracterớsticas de uma populaỗóo em processo de envelhecimento. Podemos observar isso na figura a seguir:

<small>Figura 1.1 | Pirâmides etárias do Brasil de 2000 e 2005 e projeỗừes para 2040 e 2045</small>

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

<small>Fonte: Brasil. Ministộrio da Saỳde. Secretaria de Vigilõncia em Saỳde. Departamento de Anỏlise de Situaỗóo de Saỳde. Plano de aỗừes estratộgicas para o enfrentamento das doenỗas crụnicas nóo transmissớveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasớlia: Ministộrio da Saúde, 2011. p. 27. < Acesso em: 29 mar. 2016.</small>

O processo de envelhecimento da populaỗóo, as mudanỗas na taxa de mortalidade por idade, por causa de óbito, bem como o comportamento reprodutivo não foram uniformes em todo o paớs, pụde-se observar diferenỗas regionais tanto na taxa de mortalidade como nas de fecundidade e natalidade, e estas têm relaỗóo com as diferenỗas de acesso saỳde e condiỗừes de vida entre regiões, onde a facilidade de acesso a serviỗos de saỳde, de planejamento familiar e melhores condiỗừes de saúde na região Sul e Sudeste são responsáveis pela maior reduỗóo na fecundidade e mortalidade.

Alộm da taxa de mortalidade e fecundidade, nóo podemos esquecer da influờncia da migraỗóo, pois com a industrializaỗóo ocorreu o processo de urbanizaỗóo, e com migraỗóo da populaỗóo rural para as cidades, tal fato colaborou para a mudanỗa no perfil demogrỏfico brasileiro.

Podemos afirmar que de uma sociedade predominantemente rural e tradicional, com famílias numerosas e risco de morte na infância elevado, passamos para uma sociedade urbana com famílias menores.

Além do envelhecimento, observamos uma feminizaỗóo populacional, devido a maior proporỗóo do sexo feminino em relaỗóo ao masculino, pois as mulheres tờm maior longevidade que os homens, uma vez que sóo menos vulnerỏveis aos riscos.

Transiỗóo epidemiolúgica ộ a mudanỗa no modo de adoecer, morrer e de incapacitar uma populaỗóo. Como pudemos observar, com o passar dos

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

anos, houve um declớnio nas mortes em decorrờncia das doenỗas parasitỏrias, com melhoria nas condiỗừes sanitỏrias e de vida, houve reduỗóo da mortalidade infantil, porộm observamos com o envelhecimento da populaỗóo e a industrializaỗóo, uma mudanỗa no modo de vida e maior predisposiỗóo a doenỗas crụnicas degenerativas. Desta forma, hỏ uma reduỗóo da mortalidade para aumento de morbidade e incapacidade por doenỗas crụnicas na populaỗóo idosa.

infecto-A teoria da transiỗóo epidemiolúgica assume que hỏ a substituiỗóo de mortes decorrentes de doenỗas infectocontagiosas por doenỗas e agravos crụnicos nóo transmissớveis, porém, em nosso país observa-se o que alguns autores denominam de tripla carga, que ộ a persistờncia de doenỗas infecciosas e parasitárias e causas perinatais, aumento de mortes e incapacidades decorrentes de violờncia e causas externas e de doenỗas crụnicas e de seus fatores de risco como tabagismo, sedentarismo, alimentaỗóo inadequada, dentre outros.

Considerando que há um envelhecimento populacional, aumento da expectativa de vida, aumento de mortes e incapacidades decorrentes de doenỗas crụnico-degenerativas, de causas externas e ainda a persistờncia e emergờncia de doenỗas infecciosas como dengue malỏria, tuberculose e hansenớase, reflita sobre qual o modelo de assistência e de cuidados em saỳde que pode enfrentar esta tripla carga de doenỗas?

Alguns autores caracterizam a transiỗóo epidemiolúgica no Brasil como tendo:ã Superposiỗóo: de doenỗas infecciosas e parasitỏrias com doenỗas crụnico-degenerativas.

ã Contra transiỗóo: com ressurgimento de doenỗas antigas como dengue e cúlera e aumento de doenỗas como malỏria, tuberculose, hansenớase e leishmaniose.

ã Transiỗóo prolongada: permanờncia elevada da morbimortalidade decorrente de doenỗas infecciosas e crụnicas nóo transmissớveis.

ã Polarizaỗóo epidemiolúgica: onde hỏ diferentes padrừes de morbimortalidade nas diferentes regiừes do paớs.

Transiỗóo nutricional ộ caracterizada em nosso paớs pela substituiỗóo da desnutriỗóo pela obesidade. Com a transiỗóo nutricional observada nos ỳltimos anos, vimos que a desnutriỗóo deixou de ser a causa de morbimortalidade, e

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Como reflexo da transiỗóo nutricional, observou-se uma reduỗóo no dộficit estatural na populaỗóo, caracterớstico dos quadros de desnutriỗóo na infõncia, porộm, em contrapartida, temos aumento vertiginoso de sobrepeso e obesidade em todas as faixas etỏrias.

A transiỗóo demogrỏfica no Brasil ộ resultante da reduỗóo na taxa de mortalidade e fecundidade, que levou ao aumento da expectativa de vida e ao envelhecimento populacional. Somado a isto, tivemos a industrializaỗóo, e a urbanizaỗóo.

A transiỗóo epidemiolúgica no Brasil ộ caracterizada pela tripla carga, persistờncia de doenỗas infecciosas e parasitỏrias, com elevada morbimortalidade por doenỗas crụnicas e degenerativas e por causas externas.

A transiỗóo nutricional ộ caracterizada pela substituiỗóo de um padróo de escassez alimentar, como na desnutriỗóo, para um padróo de excesso, porộm de mỏ qualidade nutricional, como na obesidade.

Existe uma forte relaỗóo entre as trờs transiỗừes, pois as mudanỗas sociais decorrentes da industrializaỗóo e urbanizaỗóo, associadas ao envelhecimento populacional decorrente da transiỗóo demogrỏfica, juntamente com mudanỗas nos hỏbitos alimentares que caracterizam a transiỗóo nutricional, agravadas pelo sedentarismo, tabagismo, predispõem a obesidade que são fatores de risco para Doenỗas Crụnicas Nóo Transmissớveis (DCNT). Assim como a urbanizaỗóo e a vida moderna tờm forte relaỗóo com o aumento da morbimortalidade por causas externas.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

SOARES, Ramos et al. A transiỗóo da desnutriỗóo para a obesidade. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, v. 5, n. 1, p. 64-68, 2013. Disponível em: < Acesso em: 29 mar. 2016.

Pesquise mais

O cenỏrio de transiỗừes demogrỏfica, epidemiolúgica e nutricional impừem ao Sistema Único de Saúde a necessidade de um modelo de assistência integrado e de cuidados integrais que articulem os cuidados da atenỗóo bỏsica aos outros pontos da rede de atenỗóo saỳde, de modo a enfrentar a condiỗóo de tripla carga. Do contrỏrio, teremos uma populaỗóo envelhecida com incapacidades e com qualidade de vida comprometida.

Para o enfrentamento das doenỗas crônicas e das incapacidades, o modelo de assistência curativa hospitalar não dá conta de atender às necessidades e cuidados que um processo crônico exige, pois não serão continuados, para tal, faz-se necessỏrio que a atenỗóo bỏsica por meio da Estratộgia de Sẳde da Família se responsabilize por cuidar, acompanhar e, quando necessỏrio, ordenar a atenỗóo do paciente nos diferentes pontos da rede de atenỗóo, oferecendo, inclusive, cuidados domiciliares nos casos com restriỗóo de mobilidade ou dificuldade de acesso.

Faỗa vocờ mesmo

Pesquise no site disponível em: < Acesso em: 30 mar. 2016.

E discuta de que forma os efeitos da Transiỗóo nutricional podem ser enfrentados na Atenỗóo Bỏsica.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Sem medo de errar

Vamos retornar ao caso de Dona Clara e Dona Júlia?

Como vimos anteriormente, Dona Clara e sua vizinha Dona Julia foram até a UBS, onde as mesmas são cadastradas, para que Dona Julia retirasse sua medicaỗóo para o controle do colesterol e foram convidadas a participar de uma oficina que será realizada na unidade sobre alimentaỗóo saudỏvel.

As mudanỗas nos padrừes alimentares e no modo de vida das sociedades urbanas têm provocado quadros de má nutriỗóo, que associados ao sedentarismo predispừem a obesidade e a dislipidemia, distúrbios que levam ao aumento dos lipídeos, tais como colesterol e triglicerídeos, que são fatores de risco para as doenỗas cardiovasculares, podendo causar infarto e acidente vascular cerebral. Estas doenỗas sóo muito frequentes na atualidade e sua alta prevalờncia está relacionada à elevada incidência de mortes e incapacidades. Para o controle das mesmas deve ser adotada uma mudanỗa no estilo de vida, com mudanỗa no padróo alimentar e adoỗóo de atividades físicas regulares.

Para minimizar os impactos à sẳde da populaỗóo, a atenỗóo bỏsica, atravộs de , por meio da Estratégia de Sẳde da Família, deve promover a sẳde através de hỏbitos alimentares saudỏveis. Para tal, deve desenvolver educaỗóo em saỳde, que pode ser desenvolvida atravộs de oficinas de alimentaỗóo saudável, onde são realizadas rodas de conversa que levam à reflexão sobre hábitos alimentares adotados pelos participantes do grupo e seus familiares, e a necessidade de mudanỗa, por meio de orientaỗừes, com informaỗừes sobre alimentaỗóo saudỏvel e dicas de como utilizar melhor os alimentos.

A participaỗóo de Dona Julia e Dona Clara é de extrema importância para que sejam modificados hábitos e adotadas novas práticas alimentares, melhorando o padrão de consumo dos alimentos nas famílias, reduzindo o risco de obesidade e de doenỗas crụnicas nóo transmissớveis no territúrio.

Para promover bons hábitos alimentares, a Estratégia de Sẳde da Família realiza a promoỗóo de hỏbitos alimentares junto s famớlias da comunidade, assim como em escolas e creches para promover bons hábitos jỏ na infõncia, por meio de diferentes estratộgias e aỗừes.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Avanỗando na prỏtica

Envelhecimento ativoDescriỗóo da situaỗóo-problema

Vocờ jỏ ouviu falar sobre envelhecimento ativo?

Segundo a Organizaỗóo Mundial de Saỳde (OMS, 2005), atộ 2025, o Brasil será o sexto país no mundo em número de idosos, este fato fez com que o Ministério da Sẳde no Brasil adotasse uma Política de Envelhecimento Saudável.

A Unidade Básica de Saúde São Francisco de Assis está planejando implantar a política de envelhecimento saudável. Discuta como esta polớtica pode promovờ-la e qual sua relaỗóo com o envelhecimento ativo.

Frente ao envelhecimento populacional e ao aumento na morbimortalidade nesta faixa etária, vamos pesquisar quais práticas poderiam ser adotadas pelas equipes de Sẳde da Família para promover o envelhecimento

<i>saudável. Você poderá pesquisar mais no link a seguir:</i>

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Envelhecimento ativo: uma política de sẳde. Brasớlia: Organizaỗóo Pan-Americana da Saỳde, 2005. p. 13. Disponớvel em: < Acesso em: 30 mar. 2016.

Resoluỗóo da situaỗóo-problema

Envelhecimento ativo ộ um processo que tem como objetivo aumentar a expectativa de vida com saúde e qualidade de vida para as pessoas que estão envelhecendo, incluindo aquelas que apresentam saúde frágil, com incapacidades e que necessitam de cuidados.

Na promoỗóo do envelhecimento ativo, a Estratộgia de Saỳde da Famớlia deve:1. Oferecer aỗừes de promoỗóo a saỳde, prevenỗóo e atenỗóo integral.

2. Estimular nos idosos a prática da atividade física regular no programa Academia da Saúde.

3. Oferecer atendimento, acolhimento e cuidado da pessoa idosa.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

Faỗa valer a pena

<b>1. Complete a frase a seguir:</b>

A _________________ é resultante da reduỗóo da taxa de ___________________, que levou ao aumento da expectativa de vida e ao envelhecimento populacional.

a) Transiỗóo demogrỏfica, de morbidade e natalidade.b) Transiỗóo nutricional, de mortalidade e fecundidade.c) Transiỗóo epidemiolúgica, de morbidade e fecundidade.d) Transiỗóo demogrỏfica, de mortalidade e fecundidade.e) Transiỗóo epidemiolúgica, de mortalidade e natalidade.

Assinale a sequờncia correta. Qual transiỗóo tem relaỗóo com o texto exposto acima?

( ) Transiỗóo demogrỏfica.( ) Transiỗóo nutricional.( ) Transiỗóo epidemiolúgica.

4. Estimular o desenvolvimento da autonomia e independờncia nos autocuidados e na utilizaỗóo de medicamentos.

5. Elaborar na comunidade programas para formaỗóo do cuidador da pessoa idosa e que apresente condiỗừes crụnicas.

Faỗa vocờ mesmo

Vamos discutir a relaỗóo da transiỗóo demogrỏfica, epidemiolúgica, nutricional e a importõncia da promoỗóo do envelhecimento ativo.

<b>2. Houve um declớnio nas mortes em decorrờncia das doenỗas </b>

infecto-parasitỏrias, com melhoria nas condiỗừes sanitỏrias e de vida, principalmente da mortalidade infantil, porém com o envelhecimento da populaỗóo e a urbanizaỗóo, com maior predisposiỗóo a doenỗas crụnicas degenerativas.

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<small>Polớticas de atenỗóo bỏsica da ESF</small>

a) V, V, V.b) V, F, V.c) V, V, F.d) F, F, V.e) V, F, F.

<b>3. Como se caracteriza a transiỗóo epidemiolúgica?</b>

a) ( ) Aumento da mortalidade por doenỗas infecto-parasitỏrias na primeira infõncia.

b) ( ) Reduỗóo da morbimortalidade por doenỗas crụnicas degenerativas.c) ( ) Aumento da morbimortalidade por doenỗas crụnicas degenerativas.d) ( ) Reduỗóo da morbimortalidades por causas externas.

e) ( ) Reduỗóo da desnutriỗóo e aumento de casos de obesidade.

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